segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novo curso traduzido para português chega às livrarias - A coragem da Verdade

CORAGEM DA VERDADE, A
O governo de si e dos outros II - Curso no Collège de France (1983-1984)
Filosofia
FOUCAULT, MICHEL

Esta segunda parte do último seminário de Michel Foucault ministrado no Collège de France é tida como seu testamento. O curso termina no dia 28 de março de 1984 e ele morre três meses depois. É sua última meditação, sobre o “dizer-a-verdade” e a prática filosófica; o filósofo não é caracterizado por deter o saber, mas pela prática que se esforça em realizar: um estilo de vida.

Tradução de Eduardo Brandão


Por: R$ 65,00

ISBN: 9788578274764
Número de páginas: 352
Editora: WMF MARTINS FONTES
Acabamento: Brochura
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 600gr
Edição: 1ª Edição - 2011

O autor
Paul-Michel Foucault nasceu em Poitiers, França, em 15 de outubro de 1926. Em 1946 ingressa na École Normale Supérieure, onde conhece e mantém contato com Pierre Bourdieu, Jean-Paul Sartre, Paul Veyne, entre outros. Em 1949, conclui sua Licenciatura em Psicologia e recebe seu diploma em Estudos Superiores de Filosofia, com uma tese sobre Hegel. Em sua produção, Foucault empreende uma arqueologia do saber, procurando trazer à luz os a priori históricos, e analisa as interações entre saber e poder. Morreu em 25 de junho de 1984.

Fonte: wmf

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Confraternização de Fim de Ano

Ontem (13/12/2011) encerramos nossas atividades de 2011. Fomos comemorar a consolidação e o fortalecimento do grupo, o compromisso dos membros em manter os estudos e as produções, a expansão do grupo pelo continente maranhense e as conquistas pessoais. Agradecemos! Fica uma homenagem especial à professora Fátima Gonçalves e uma esperança que em 2012 estejamos todos juntos novamente.












Uma crítica não consiste em dizer que as coisas não estão bem como estão. Ela consiste em ver sobre que tipos de evidências, de familiaridades, de modos de pensamento adquiridos e não refletidos repousam as práticas que se aceitam [...] A crítica consiste em caçar esse pensamento e ensaiar a mudança: mostrar que as coisas não são tão evidentes quanto se crê, fazer de forma que isso que se aceita como vigente em si, não o seja mais em si. Fazer a crítica é tornar difíceis os gestos fáceis demais. Nestas condições, a crítica (e a crítica radical) é absolutamente indispensável para toda transformação. Pois uma transformação que permaneça no mesmo modo de pensamento, uma transformação que seria apenas uma certa maneira de melhor ajustar o pensamento mesmo à realidade das coisas, seria apenas uma transformação superficial. Por outro lado, a partir do momento em que se começa a não mais poder pensar as coisas como se pensa, a transformação se torna, ao mesmo tempo, muito urgente, muito difícil e ainda assim possível. Então, não há um tempo para a crítica e um tempo para a transformação. Não há os que fazem a crítica e os que transformam, os que estão encerrados em uma radicalidade inacessível e aqueles que são obrigados a fazer concessões necessárias ao real. Na realidade, eu acredito que o trabalho de transformação profunda pode apenas ser feita ao ar livre e sempre excitado por uma crítica permanente. (Michel Foucault, 1981)

"Est-il donc important de penser?" Entrevista com Didier Eribon. Libération, n° 15, 30-31 maio de 1981, p. 21. Traduzido a partir de FOUCAULT, Michel. Dits et Écrits. Paris: Gallimard, 1994, vol. IV, pp. 178-182, por Wanderson Flor do Nascimento.