terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fátima: uma escrituração sobre o Natal


M
ais um Natal e um ano que chega!
Ano novo bebê!
Como dizem por aí, hora de recomeçar, assim, hora de buscarmos    virar do lado oposto as pedrinhas do nosso caminho para que não venham a criar limo.
Se fartar do “pãonetone”, este logo se vai. Melhor seja degustar cada segundo, o “Pão da Vida”, justo aquele que nos trouxe o Aniversariante que sempre gostou muito mais de presentear que receber algum presente.
E nesse fluxo generoso de poucos dias de reconciliação com as nossas tormentas dos 364 dias restantes, seja Deus conosco para nos fazer entender que o amor é infinito,  não carece de presente, pois ele é em si mesmo presente e futuro. E de todos que ganhamos, o Cristo Salvador nunca mais nos deixará.
Quaisquer que sejam os credos, opiniões devem ser respeitados. Jamais julgados. Todos tem o livre arbítrio para jogar suas pedrinhas pelo caminho que quiser seguir.
E seja qual o for o caminho de cada um, ao final e ao cabo, de todo meu coração, cuja alma desenha estas letras agora, desejo a cada um como membros e amigos deste grupo, o qual chamaria de confraria de amigos curiosos.
Que a paz, a serenidade, a saúde e o amor sigam com vocês por onde forem.
Ademais,
Um Natal e um Ano Novo Pleno, Renovado e Abençoado!
Fátima G.

[Slides] Introdução aos estudos do curso Segurança, Território, População (Michel Foucault)

A Fátima disponibilizou para download os slides de sua apresentação da última reunião.

[para baixar, clique na imagem]



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CRONOGRAMA CICLO DE ESTUDOS FOUCAULTIANOS


Data
Referência
Responsável pela apresentação
22/11/2012
Aula 01 – Segurança, Território, População.
Fátima Gonçalves
29/11/2012
V Encontro de Educadores do Maranhão
Mesa-Redonda 4 (10 h)
Prof. Dr. Antonio Basilio N. T. de Menezes
UFRN
Profª Drª Maria de Fátima da Costa Gonçalves
PPGE/DE – II/UFMA
Prof. MS. Ramon Luis de Santana Alcântara LCH/ GRAJAÚ/UFMA
-
06/12/2012
III Encontro Nacional das Licenciaturas
-
13/12/2012
Aula 02 – Segurança, Território, População.
Maria José Santos
10/01/2013
Aula 03 – Segurança, Território, População.
Arlin Silveira
24/01/2013
Aula 04 – Segurança, Território, População.
Maysa Cunha
A definir
Aula 05 – Segurança, Território, População.
A definir



As reuniões ordinárias ocorrem sempre no prédio do Programa de Pós-Graduação em Educação (UFMA) às quinta-feiras, quinzenalmente, a partir das 08:30 h, na sala de aula 02.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Revista Tabula Rasa - Foucault e Colonialidade



Tabula Rasa No.16

Indice

Editorial

Contra el olvido

Desde el ático

Introducción
Ramón Grosfoguel, Monserrat Galcerán y Julia Suárez-Krabbe

Claroscuros

Palestra

Reseñas

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

2012.2 - CRONOGRAMA

2012.2 - CRONOGRAMA (em construção)

Reuniões sempre às quinta-feiras às 08:30h na Sala 4 - PPGE/UFMA/São Luís

13/09 - Capítulo 1 da Parte III de Vigiar e Punir. Responsável:  Fátima G.
27/09 - Capítulo 2 da Parte III de Vigiar e Punir. Responsável:  Maria José Santos
11/10 - Capítulo 3 da Parte III de Vigiar e Punir. Responsável:  Ramon Alcântara

25/10 - Aulas 1 e 2 de Segurança, Território, População: Responsável: a definir
08/11- Aula 3 de Segurança, Território, População: Responsável: a definir
22/11 - Aula 4 de Segurança, Território, População: Responsável: a definir
06/12 - Aula 5 de Segurança, Território, População: Responsável: a definir

***

De que são feitos os dias? 
- De pequenos desejos, 
vagarosas saudades, 
silenciosas lembranças. 

Entre mágoas sombrias, 
momentâneos lampejos: 
vagas felicidades, 
inatuais esperanças. 

De loucuras, de crimes, 
de pecados, de glórias 
- do medo que encadeia 
todas essas mudanças. 

Dentro deles vivemos, 
dentro deles choramos, 
em duros desenlaces 
e em sinistras alianças...

De que são feitos os dias, Canções, Cecília Meireles

2012.2 - EIXOS NORTEADORES DAS SESSÕES DE ESTUDOS AVANÇADOS



EIXOS NORTEADORES DAS SESSÕES DE ESTUDOS AVANÇADOS



  • As SESSÕES DE ESTUDO estarão centradas nas aulas ministradas por Foucault no Collège de France (1977-1978) quando os eixos das suas pesquisas irão girar em torno da RELAÇÃO ENTRE A TEMÁTICA DO HOMEM E A EMERGÊNCIA DA POPULAÇÃO. Isto ocorrerá em suas aulas organizadas em “Segurança, Território, População” (2008). Aqui nos interessa os PONTOS SIGNIFICATIVOS DAS FORMAS QUE O ESTADO GERENCIA A POPULAÇÃO E AS FORMAS COMO AS POLÍTICAS DE ESTADO APARENTEMENTE INCLUSIVAS RETORNAM À EXCLUSÃO DOS POBRES, DOS DEGENERADOS, DOS ANORMAIS, EMBORA NÃO SEJA PERCEPTÍVEL A QUEM RECEBE OU MUITAS VEZES A QUEM AVALIA ESSAS POLÍTICAS DE EXCLUSÃO POPULACIONAL INSCRITA PELO ESTADO E DETERMINADA PELA GOVERNAMENTABILIDADE. 
  • RESSIGNIFICAR ESSAS FORMAS DO ESTADO PARA AS PRÁTICAS EXERCIDAS NAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES E PELOS SUJEITOS ALUNOS DENTRO/FORA DO ESPAÇO ESCOLAR.




SEGURANÇA, TERRITÓRIO, POPULAÇÃO

Trata-se da transcrição de um curso realizado no Collège de France, entre 1977-1978, quando Michel Foucault estudava uma nova proposição sobre a análise dos mecanismos de poder: o biopoder. Primeiramente, a soberania se inscreve e funciona sobre um território, mas o seu exercício se desenrola no cotidiano e indica uma multiplicidade de sujeitos, sob a imagem de um povo. Neste caso, o Estado deve ser composto por três elementos: os camponeses [fundações do território], os artesãos [partes comuns do território] e a capital [terceira ordem]. A soberania se exerce nos limites de um território, a disciplina sobre o corpo dos indivíduos, por fim, a segurança se exerce sobre o conjunto da população. Mas de que modo pode-se traçar uma história das tecnologias de segurança, até o ponto em que se pode falar de uma ‘sociedade de segurança’? Destaca-se, então, a emergência de ‘tecnologias de segurança’ no interior de mecanismos de controle social [penalidade] e de mecanismos que funcionam para modificar algo no destino das espécies. Esses dispositivos de segurança podem ser caracterizados, em geral, por seus ‘espaços de segurança’, por seu ‘tratamento do aleatório’, por sua forma específica de ‘normalização’. Deste modo, correlacionam-se a técnica de ‘segurança’ e a ‘população’ através de um ‘meio’.


A segurança vai buscar criar um ambiente em função de uma ‘série de acontecimentos possíveis’, que deverá ser regularizada num contexto multivalente e transformável, o que remete ao temporal e ao aleatório, com efeito, ‘espaço da segurança’ que talvez seja o que se chama de meio. Meio é algo necessário para explicar a ação à distância de um corpo sobre o outro, também compreendido apenas como suporte e elemento de circulação de uma ação, porque o problema da circulação e da causalidade está em questão nessa noção de meio. Enfim, tudo isso se revela como se os dispositivos de segurança criassem, organizassem e planejassem um meio: conjunto de dados naturais [rios, morros, pântanos, etc.], ao mesmo tempo conjunto de dados artificiais [aglomerações de indivíduos, de casas, etc.], ou seja, certos efeitos de massa que agem um sobre os outros, ou melhor, sobre todos que aí residem. Enfim, o meio será compreendido como um campo de intervenção em que se vai procurar atingir precisamente uma população, em vez de indivíduos como sujeitos de direitos ou corpos como organismos requeridos pela disciplina. Assim, o que se procura atingir por esse meio é o ponto de uma série de acontecimentos, onde as populações interferem com acontecimentos quase naturais, que se produzem ao redor delas mesmas. A população é, de um lado, a espécie humana e, de outro, o que se chama de público: considerado do ponto de vista das opiniões da população, das suas maneiras de fazer, dos seus comportamentos, hábitos, temores, preconceitos, exigências, o que age por meio da educação, das campanhas, dos ‘convencimentos’. Portanto, percebe-se uma série mecanismos de segurança-população-governo, ou seja, campo que se abre no século XVIII para se chamar de política.



Há três tipos de governos, para Michel Foucault, que pertencem cada um a uma forma de ciência e reflexão particular: o governo de si mesmo, que pertence à moral; a arte de governar, semelhante a ‘uma família como convém’, que pertence à economia; e uma ‘ciência de bem governar’ o Estado, que pertence à política. Se a doutrina do príncipe [teoria jurídica do soberano] procura sempre deixar assinalada a descontinuidade entre o seu poder e qualquer outra forma de poder que se manifeste, como compreender as ‘artes de governar’? Será preciso identificar certa continuidade descendente e ascendente das formas de poder. Percebe-se que a pedagogia do príncipe assegura uma continuidade ascendente das formas de governo, assinala-se toda uma assimilação do Príncipe de Maquiavel nesse contexto, mas identifica-se a polícia, por sua continuidade descendente: quando um Estado é bem governado, os pais acabam por saber governar suas famílias, riquezas, propriedade, assim se destaca uma linha descendente que repercute do Estado até as condutas dos indivíduos ou na gestão das famílias, o que começou a ser chamado, nesta época, propriamente de ‘polícia’. O governo da família tornou-se o elemento central tanto na pedagogia do príncipe quanto na ‘polícia’, ressalta-se a introdução da economia no cerne do exercício político, afinal a palavra economia designa originariamente ‘o sábio governo da casa para o bem comum de toda família’, traços do verbete que reconheceríamos como ‘economia política’. Quesnay definiu a ‘arte de governar’ como a arte de exercer o poder na segundo o modelo da economia. Governo como disposições das coisas, mas governar e ser governado evoluiu com as acepções de ‘economia’, que variaram do século XVI, como uma simples forma de governo, ao século XVIII, como um nível de realidade, campo de intervenções para o governo, através de uma série de processos complexos absolutamente capitais para nossa história.



A ‘governamentalização do Estado’, descoberta no século XVIII, assume um caminho tortuoso, devido as táticas de governo que permitiram definir o que deve e o que não deve estar no âmbito do Estado. Em primeiro lugar, o ‘Estado de Justiça’ nascido numa territorialidade feudal que corresponde a uma sociedade da lei, sob um jogo de compromissos e litígios; o ‘Estado Administrativo’, nascido numa territorialidade fronteiriça, nos séculos XV-XVI, corresponde a uma sociedade de regulamentos e disciplinas; por fim, um ‘Estado de Governo’, que não é só definido por uma territorialidade ocupada, mas por uma massa [da população]. A partir daí, Michel Foucault procurou demonstrar como essa ‘governamentalidade’ nasceu, de três modos: a] de um modelo arcaico, a pastoral cristã; b] adquiriu as suas dimensões que atualmente possuem graças a um instrumento específico, a ‘polícia’; c] de uma técnica diplomático-militar .

FONTE: http://resenhasexcertos.blogspot.com.br/2009/09/seguranca-territorio-populacao-michel.html

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mensagem para um novo semestre


Foucaultian@s,
Paz e bem!
Um novo semestre, um novo desafio. Foucault sempre é um desafio, faca amolada, cabra que sustenta nossas expectativas de não manter o MESMO e se deslocar em direção ao OUTRO.
Não é nordestino, mas cabe no chão de terra batida, lugar que só os que lutam dia a dia sabem o significado.
As aulas de Foucault, no meu entendimento, eram mais ou menos, resultado da terra seca e rachada igualzinha àquela que se encontra no meio da estrada e que, pela água bendita brotada do trabalho do homem laborioso, rega a terra e esta, produz bons frutos. Pois bem, menin@s famintos do saber, Foucault é um camponês da construção de poços e mais poços da arte de inventariar saberes. Fartemo-nos! E viva em nós, esse cabra que sabia usar a enxada para escavar até encontrar maná para acalmar nossos desesperos acadêmicos. Oxente, ademais, é também agarrar a enxada e cavar a terra.

Boa colheita!

Fátima G.

[VOU LER PARA QUESTIONAR...] - Cartografias de Foucault, Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, Durval Muniz de Albuquerque Júnior (Orgs.)




Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, Durval Muniz de Albuquerque Júnior (Orgs.)

Este livro destina-se a todos os interessados em pensar e problematizar o nosso presente a partir do legado intelectual de Michel Foucault: professores, pesquisadores e estudiosos, seja dos campos da Educação, da Filosofia, da Sociologia e da Literatura, seja dos campos da Medicina, do Direito, da Política e das Artes.

Reúnem-se, aqui, as questões apresentadas e discutidas durante o IV Colóquio Internacional Michel Foucault, realizado na cidade de Natal, em 2007. 

[ARTE & CIÊNCIA - um sabor & saber] - As meninas, Diego Velásquez





A Família de Filipe IV, mais conhecida como As Meninas, é o nome de do quadro do pintor  pintor espanhol Diego Velásquez (óleo sobre tela, em 1656). A obra está hoje no Museu do Prado.

Michel Foucault tomou esta tela e abre seu trabalho no livro “As palavras e as coisas”. Creio fundamental, tomar isto como um dos pontos a pensar a relação entre a arte e a análise filosófica, no caso de Foucault, que mostrou ser possível extrapolar a barreira do monólogo da ciência com ela mesma. Além de fossilizante, diria, limitado. (Fátima G., 2012).

Disse Foucault, de início:
O pintor olha o rosto ligeiramente virado e a cabeça inclinada para o ombro. Fixa um ponto invisível, mas que nós, espectadores, podemos facilmente determinar, pois que esse ponto somos nós mesmos: nosso corpo, nosso rosto, nossos olhos. O espetáculo que ele observa é, portanto, duas vezes invisível: uma vez que não é representado no espaço do quadro e uma vez que se situa precisamente nesse ponto cego, nesse esconderijo essencial onde nosso olhar se furta a nós mesmos no momento em que olhamos. E, no entanto, como poderíamos deixar de ver essa invisibilidade, que está aí sob nossos olhos, já que ela tem no próprio quadro seu sensível equivalente, sua figura selada? Poder-se-ia, com efeito, adivinhar o que o pintor olha, se fosse possível lançar os olhos sobre a tela a que se aplica; desta, porém, só se distingue a textura, os esteios na horizontal e, na vertical, o oblíquo do cavalete. O alto retângulo monótono que ocupa toda a parte esquerda do quadro real e que figura o verso da tela representada reconstituiu, sob as espécies de uma superfície, a invisibilidade em profundidade daquilo que o artista contempla: este espaço em que nós estamos, que nós somos. Dos olhos do pintor até aquilo que ele olha, está traçada uma linha imperiosa que nós, os que olhamos, não poderíamos evitar: ela atravessa o quadro real e alcança, à frente da sua superfície, o lugar de onde vemos o pintor que nos observa; esse pontilhado nos atinge infalivelmente e nos liga à representação do quadro.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CEF 2009

Uma boa historiadora sempre tem um bom arquivo. Olha só o que a Maria José Lobato achou nos arquivos dela...


Ciclo de Estudos Foucaultianos em 2009, com o iluminado professor Alexandre Freitas (UFPE)


"O arquivo é, antes de tudo, a lei do que pode ser dito, o sistema que rege o surgimento dos enunciados como acontecimentos singulares" 
(Michel Foucault, 1969)


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ditos e Escritos - Vol. VIII - Segurança, Penalidade e Prisão





A edição de Segurança, penalidade, prisão, oitavo volume da série dos Ditos e escritos de Michel Foucault, vai permitir aos leitores de língua portuguesa e aos pesquisadores que se orientam pelas pistas que ele abriu para o pensamento e a ação ter uma perspectiva nova do sentido e do alcance geral do conjunto de sua obra. Com esta nova série de quatro volumes que reúne ensaios, leituras, prefácios e resenhas – muitos virtualmente inacessíveis antes da edição francesa –, mais de 3 mil páginas do filósofo vão nos permitir situá-lo nas transformações e lutas que agitaram a vida intelectual, política, científica, literária, artística do século XX e que prosseguem no século XXI. Com muitos textos publicados originalmente em português, japonês, italiano, alemão, inglês e francês, permite-nos repensar seu papel e o alcance e o efeito de sua obra.


Sumário
Apresentação à Edição BrasileiraI
1972 – Armadilhar Sua Própria Cultura
1972 – Teorias e Instituições Penais
1973 – À Guisa de Conclusão
1973 – Um Novo Jornal?
1973 – Convocados à PJ
1973 – Primeiras Discussões, Primeiros Balbucios: a Cidade É uma Força Produtiva ou de  Antiprodução?
1974 – Loucura, uma Questão de Poder
1975 – Um Bombeiro Abre o Jogo
1975 – A Política É a Continuação da Guerra por Outros Meios
1975 – Dos Suplícios às Celas
1975 – Na Berlinda
1975 – Ir a Madri
1976 – Uma Morte Inaceitável
1976 – As Cabeças da Política
1976 – Michel Foucault, o Ilegalismo e a Arte de Punir
1976 – Pontos de Vista
1977 – Prefácio
1977 – O Pôster do Inimigo Público n. 1
1977 – A Grande Cólera dos Fatos
1977 – A Angústia de Julgar
1977 – Uma Mobilização Cultural
1977 – O Suplício da Verdade
1977 – Vão Extraditar Klaus Croissant?
1977 – Michel Foucault: “Doravante a segurança está acima das leis”
1977 – A Tortura É a Razão
1978 – Atenção: Perigo
1978 – Do Bom Uso do Criminoso
1978 – Desafio à Oposição
1978 – As “Reportagens” de Ideias
1979 – Prefácio de Michel Foucault
1979 – Maneiras de Justiça
1979 – A Estratégia do Contorno
1979 – Lutas em Torno das Prisões
1980 – Prefácio
1980 – Sempre as Prisões
1980 – Le Nouvel Observateur e a União da Esquerda
1981 – Prefácio à Segunda Edição
1981 – O Dossiê “Pena de Morte”. Eles Escreveram Contra
1981 – As Malhas do Poder
1981 – Michel Foucault: É Preciso Repensar Tudo, a Lei  e a Prisão
1981 – As Respostas de PierreVidal-Naquet e de Michel  Foucault
1981 – Notas sobre o que se Lê e se Ouve
1982 – O Primeiro Passo da Colonização do Ocidente
1982 – Espaço, Saber e Poder
1982 – O Terrorismo Aqui e Ali
1982 – Michel Foucault: “Não há neutralidade possível”
1982 – “Ao abandonar os poloneses, renunciamos a uma  parte de nós mesmos”
1982 – Michel Foucault: “A experiência moral e social dos  poloneses não pode mais ser apagada”
1982 – A Idade de Ouro da Lettre de Cachet
1983 – Isso Não me Interessa
1983 – A Polônia, e Depois?
1983 – “O senhor é perigoso”
1983 – ...eles declararam... sobre o pacifismo: sua natureza, seus perigos, suas ilusões
1984 – O que Chamamos Punir?

Fonte: Grupo Gen

terça-feira, 8 de maio de 2012

Exclusivo: SP irá receber Cátedra Foucault no segundo semestre

Sediada na PUC, ela irá disponibilizar gravações dos 13 cursos que o filósofo francês deu no Collège de France




Michel Foucault (1926-84), filósofo francês considerado um dos maiores pensadores do pós-guerra, ensinou no Collège de France de janeiro de 1971 até sua morte, em junho de 1984, ocupando a cátedra de História dos Sistemas de Pensamento.
Nesta instituição, os professores devem expor a cada ano uma pesquisa original em forma de curso, o que os obriga a sempre renovar o conteúdo do seu ensino: “Nos cursos, nada é fixo e tudo está em movimento”, afirma Guillaume Le Blanc, professor na Universidade de Bordeaux.
Ao final, totalizaram 13 cursos ministrados pelo pensador, e seus conteúdos foram conservados graças a gravações em fitas cassete realizadas por seus alunos.
O Collège de France oferece aos pesquisadores o conjunto das gravações dos cursos que ele preserva e cedeu cópias de todas as gravações para a Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), a única no mundo a receber tal material:
“A concessão das gravações para a PUC-SP é objeto de um acordo entre as duas instituições e não estão previstos outros acordos atualmente”, afirma Claire Guttinger, responsável pelos arquivos da instituição francesa.
A previsão é de que os áudios estejam disponíveis para consulta a partir do segundo semestre de 2012.
Leia abaixo a entrevista concedida à CULT por Guillaume Le Blanc, organizador também do livro  Foucault au Collège de France – Un Itinéraire (Foucault no Collège de France – Um Itinerário, Presses Universitaires de Bordeaux, 2003).
CULT – São Paulo é hoje um centro de referência sobre o filósofo?
Guillaume Le Blanc – A cidade de São Paulo sempre exerceu uma forte atração sobre o pensamento francês e, em contrapartida, os pensadores franceses tem frequentemente uma segunda vida no Brasil e, especialmente, em São Paulo.
Penso em Lévi-Strauss e tenho o sentimento de que o trabalho feito sobre Foucault e com Foucault em São Paulo faz com que, desde já, a cidade funcione como um centro de referência para as novas aplicações do filósofo.
O projeto de uma Cátedra Foucault na PUC vai nesta direção. O que está em jogo é criar novas relações entre as áreas de pensamento e intensificar as relações no interior destas áreas.
Ao se conjugar Foucault com Deleuze e Guattari, pode-se dizer que o que está em jogo é a invenção das formas do pensamento contemporâneo, reduzindo todos os rizomas vinculados a essas formas e às áreas que as abrigam. São Paulo parece participar dessa invenção.
Qual a importância dos áudios para o estudo de seu pensamento?
Acho que se deve ler os cursos como laboratórios de pensamento em ação, como estranhos mecanismos que testam hipóteses. Lá onde os livros nos dão a ilusão do traço definitivo, os cursos fazem reaparecer o pensamento no estado de esboço.
Nos cursos, nada é fixo e tudo está em movimento. Se a filosofia de Foucault é uma caixa de ferramentas a ser usada por qualquer pessoa, as ferramentas são fabricadas nesta forja que é o curso no Collège de France.
Ao lermos os cursos, nos damos conta, melhor que nos livros, da aceleração vertiginosa das hipóteses. Tão logo a hipótese da biopolítica é testada em 1976, a locomotiva se acelera e Foucault passa à hipótese da governamentalidade, que mal tem tempo de se estabilizar, pois logo se inicia o estudo sobre os gregos e sobre a hipótese do governo de si, com novas hipóteses sobre o dizer verdadeiro, a espiritualidade.
É como se nos situássemos numa locomotiva que acelerasse o pensamento, como se Foucault impusesse urgência a si próprio, a partir da qual seria pertinente tomar a palavra.
Essa tomada de posição não é isenta de riscos, testa uma hipótese que ela não hesita em rejeitar no decorrer do percurso, como no curso de 1976 “É preciso defender a sociedade”, no qual se pergunta se o poder pode ser interpretado como guerra social.
É significativo o fato de que Foucault, para explorar uma concepção não econômica do poder, se pergunte se a economia do poder reconduz à guerra e rejeite essa hipótese após uma análise genealógica que conduz, do lado do pensamento inglês do século 17, ao pensador da soberania, Thomas Hobbes, e aos historiadores ingleses da conquista.
Foucault abandona essa hipótese, mas foca na figura da guerra social e, assim fazendo, descobre a importância do tema da guerra social como modo de governar uma sociedade, tema que se ampliará para a Revolução Francesa. Esse tema encontrará novo vigor, uma vez que o inimigo será identificado a partir de seus traços biológicos, na perspectiva biopolítica.

Leia a matéria na íntegra na CULT 168.


quarta-feira, 2 de maio de 2012


Foucault estrelando em: DVD Filósofos e a Educação / Globo Ciência

Fiquei sabendo desse DVD recentemente. Comprei, ainda não recebi, por isso não tenho como avaliá-lo. Porém a principio, pela participação dos pesquisadores indicados parece ter credibilidade. No saldo, mais uma mídia a ser utilizada nos estudos foucaultianos.



SINOPSE: Michel Foucault, uma figura muito produtiva, polêmica e complexa, foi um filósofo mundialmente conhecido, com grande presença nos meios de comunicação. Com o falecimento de Sartre, em 1980, Foucault tornou-se o mais famoso intelectual francês. De sua vasta produção, podemos deslocar muitos conceitos e ideias para o campo da educação, especialmente seus textos sobre o saber e o poder. Foucault nos legou uma obra vigorosa e provocadora, fundamental àqueles que lidam com a educação. O DVD é dividido em oito momentos (“Biografia”, “Três Fases de Foucault”, “Morte do Sujeito”, “Saber”, “Ética: Cuidado de Si”, “Educação”, “Disciplinarização” e “Biopoder”) e conta com as participações especiais de Alfredo José da Veiga-Neto, Guilherme Castelo Branco e Walter Omar Kohan. Fonte: Editora Paulus


A propósito, outro dia, mudei de canal e estava passando este programa, acho que no canal Futura ou TV Escola. Não gostei muito da parte que vi. Depois achei o programa completo no youtube, ainda não tive tempo de assistir totalmente, mas fica a referência para análise.






terça-feira, 17 de abril de 2012

Vou ler para questionar...


"Tanto quanto algas mutantes e monstruosas invadem as águas de Veneza, as telas de televisão estão saturadas de uma população de imagens e de enunciados 'degenerados'. Uma outra espécie de alga, desta vez relativa a ecologia social, consiste nessa liberdade de proliferação que é consentida a homens como Donald Trump que se apodera de bairros inteiros de Nova York, de Atlantic City etc., para 'renová-los', aumentar os aluguéis e, ao mesmo tempo, rechaçar dezenas de milhares de famílias pobres, cuja maior parte é condenada a se tornar homeless, o equivalente dos peixes mortos da ecologia ambiental" (Félix Guattari, p. 25-26, 1990)

GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas: Papirus, 1990.
O autor registra nessa obra três ecologias - a do meio ambiente, a das relações sociais e a da subjetividade humana, manifestando sua indignação perante um mundo que se deteriora lentamente. Propõe também fórmulas para reinventar maneiras de ser no interior do casal, da família, do trabalho e da cidade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O eterno retorno de Foucault




Data: 12/04/2012 (quinta-feira) - AMANHÃ
Horário: 14:30h
Local: Sala 04 do PPGE

Debate: Aula de 19 de Fevereiro de 1975 de "Os anormais"


"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: 'Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!'. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: 'Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!' Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: 'Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?' pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?" (F. Nietzsche, A Gaia Ciência, 1882)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vou ler para questionar...


PETERS, Michel A.. BESLEY, Tina.
Por que Foucault? Artemed, 2008.

P

or que Foucault? Oferece uma análise de novas diretrizes na pesquisa educacional, enfatizando a utilização, aplicação e desenvolvimento da obra de Michel Foucault. Os capítulos deste livro vão além do nível introdutório e expositivo, explorando novos temas e aplicações à teoria, ao programa de ação, à prática e à política educacionais. O livro apresenta uma perspectiva internacional, destacando os mais recentes trabalhos realizados na área da educação sobre a obra de Foucault e a perspectiva de destacados pesquisadores internacionais, todos com extenso número de publicações sobre a obra do filósofo francês.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O corpo e a curva

O Corpo e a curva

Maria de Fátima da Costa Gonçalves

“O corpo só se torna força útil se é ao mesmo tempo corpo produtivo e corpo submisso” (FOUCAULT, 1997, p. 28).

A foto de Sebastião Salgado acima me fez refletir sobre os efeitos disciplinadores das regras sociais e econômicas sobre o corpo humano. Nesse sentido, quanto maior a opressão econômica e o controle social, mais o corpo tende a se retrair, a se encolher, como se num ato inconsciente já desse os primeiros sinais de finalização de sua vida. Uma espécie de morte antecipada.

Antropólogos americanos (ROSALVO, 1997) chamam de emboriment [sem tradução literal, aproximando-se de “encorporação” com “e” mesmo, no sentido de adotar a atitude no próprio corpo], ou seja, transferir para o corpo o peso das regras e do disciplinamento que requer o controle social dos indivíduos pela sociedade para controlar seus discursos, seus atos e, sobremodo, a construção de suas subjetividades.

Isto é

Os processos de subjetivação dos seres humanos – pelo emprego de relações de poder sobre o corpo – só podem ser entendidos como mecanismos sociais partindo do princípio de que tal corpo apresenta aspectos, formas de percepção e inserção constantes para o exercício de relações de poder. Dito de outra maneira, o corpo do ser humano (ou, melhor dizendo, uma concepção de corpo) deve apresentar maneiras e estruturas mais ou menos constantes e uniformes. (MENDES, 2006, p. 169).

O disciplinamento do corpo produz o assujeitamento dos indivíduos a ponto de obstruir suas possibilidades de subjetividades latentes. E por que o corpo? Foucault não foi o primeiro a entender a relação do corpo com as atitudes, regras e controle social. Mauss (1980), antropólogo do século XIX, já trabalhava brilhantemente com as “técnicas corporais”, isto, claro, numa outra perspectiva.

O corpo é um espaço, é o lugar de expressão das subjetividades do indivíduo, o locus de sua existência materializada.

Assim, funciona como um dos instrumentos mais eficazes na produção do assujeitamento do indivíduo através dos diversos discursos e dispositivos que, ao final e ao cabo, atuam sobre o corpo através de técnicas e tecnologias, constituindo o chamdo “governo do corpo”. (MENDES, 2006).

Se a exploração econômica separa a força e o produto do trabalho, digamos que a coerção disciplinar estabelece no corpo o elo coercitivo entre uma aptidão aumentada e uma dominação acentuada” (FOUCAULT, 1997, p. 127).

O corpo e o sujeito estão controlados pelo poder disciplinar. Curvam-se às técnicas, aos dispositivos (da sexualidade, pedagógicos, religiosos, etc.), E com isto, na biopolítica, com o gerenciamento e disciplinamentos dos sujeitos, o corpo fala. É a denúncia das formas de gerir o homem.