sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ditos e Escritos - Vol. VIII - Segurança, Penalidade e Prisão





A edição de Segurança, penalidade, prisão, oitavo volume da série dos Ditos e escritos de Michel Foucault, vai permitir aos leitores de língua portuguesa e aos pesquisadores que se orientam pelas pistas que ele abriu para o pensamento e a ação ter uma perspectiva nova do sentido e do alcance geral do conjunto de sua obra. Com esta nova série de quatro volumes que reúne ensaios, leituras, prefácios e resenhas – muitos virtualmente inacessíveis antes da edição francesa –, mais de 3 mil páginas do filósofo vão nos permitir situá-lo nas transformações e lutas que agitaram a vida intelectual, política, científica, literária, artística do século XX e que prosseguem no século XXI. Com muitos textos publicados originalmente em português, japonês, italiano, alemão, inglês e francês, permite-nos repensar seu papel e o alcance e o efeito de sua obra.


Sumário
Apresentação à Edição BrasileiraI
1972 – Armadilhar Sua Própria Cultura
1972 – Teorias e Instituições Penais
1973 – À Guisa de Conclusão
1973 – Um Novo Jornal?
1973 – Convocados à PJ
1973 – Primeiras Discussões, Primeiros Balbucios: a Cidade É uma Força Produtiva ou de  Antiprodução?
1974 – Loucura, uma Questão de Poder
1975 – Um Bombeiro Abre o Jogo
1975 – A Política É a Continuação da Guerra por Outros Meios
1975 – Dos Suplícios às Celas
1975 – Na Berlinda
1975 – Ir a Madri
1976 – Uma Morte Inaceitável
1976 – As Cabeças da Política
1976 – Michel Foucault, o Ilegalismo e a Arte de Punir
1976 – Pontos de Vista
1977 – Prefácio
1977 – O Pôster do Inimigo Público n. 1
1977 – A Grande Cólera dos Fatos
1977 – A Angústia de Julgar
1977 – Uma Mobilização Cultural
1977 – O Suplício da Verdade
1977 – Vão Extraditar Klaus Croissant?
1977 – Michel Foucault: “Doravante a segurança está acima das leis”
1977 – A Tortura É a Razão
1978 – Atenção: Perigo
1978 – Do Bom Uso do Criminoso
1978 – Desafio à Oposição
1978 – As “Reportagens” de Ideias
1979 – Prefácio de Michel Foucault
1979 – Maneiras de Justiça
1979 – A Estratégia do Contorno
1979 – Lutas em Torno das Prisões
1980 – Prefácio
1980 – Sempre as Prisões
1980 – Le Nouvel Observateur e a União da Esquerda
1981 – Prefácio à Segunda Edição
1981 – O Dossiê “Pena de Morte”. Eles Escreveram Contra
1981 – As Malhas do Poder
1981 – Michel Foucault: É Preciso Repensar Tudo, a Lei  e a Prisão
1981 – As Respostas de PierreVidal-Naquet e de Michel  Foucault
1981 – Notas sobre o que se Lê e se Ouve
1982 – O Primeiro Passo da Colonização do Ocidente
1982 – Espaço, Saber e Poder
1982 – O Terrorismo Aqui e Ali
1982 – Michel Foucault: “Não há neutralidade possível”
1982 – “Ao abandonar os poloneses, renunciamos a uma  parte de nós mesmos”
1982 – Michel Foucault: “A experiência moral e social dos  poloneses não pode mais ser apagada”
1982 – A Idade de Ouro da Lettre de Cachet
1983 – Isso Não me Interessa
1983 – A Polônia, e Depois?
1983 – “O senhor é perigoso”
1983 – ...eles declararam... sobre o pacifismo: sua natureza, seus perigos, suas ilusões
1984 – O que Chamamos Punir?

Fonte: Grupo Gen

terça-feira, 8 de maio de 2012

Exclusivo: SP irá receber Cátedra Foucault no segundo semestre

Sediada na PUC, ela irá disponibilizar gravações dos 13 cursos que o filósofo francês deu no Collège de France




Michel Foucault (1926-84), filósofo francês considerado um dos maiores pensadores do pós-guerra, ensinou no Collège de France de janeiro de 1971 até sua morte, em junho de 1984, ocupando a cátedra de História dos Sistemas de Pensamento.
Nesta instituição, os professores devem expor a cada ano uma pesquisa original em forma de curso, o que os obriga a sempre renovar o conteúdo do seu ensino: “Nos cursos, nada é fixo e tudo está em movimento”, afirma Guillaume Le Blanc, professor na Universidade de Bordeaux.
Ao final, totalizaram 13 cursos ministrados pelo pensador, e seus conteúdos foram conservados graças a gravações em fitas cassete realizadas por seus alunos.
O Collège de France oferece aos pesquisadores o conjunto das gravações dos cursos que ele preserva e cedeu cópias de todas as gravações para a Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), a única no mundo a receber tal material:
“A concessão das gravações para a PUC-SP é objeto de um acordo entre as duas instituições e não estão previstos outros acordos atualmente”, afirma Claire Guttinger, responsável pelos arquivos da instituição francesa.
A previsão é de que os áudios estejam disponíveis para consulta a partir do segundo semestre de 2012.
Leia abaixo a entrevista concedida à CULT por Guillaume Le Blanc, organizador também do livro  Foucault au Collège de France – Un Itinéraire (Foucault no Collège de France – Um Itinerário, Presses Universitaires de Bordeaux, 2003).
CULT – São Paulo é hoje um centro de referência sobre o filósofo?
Guillaume Le Blanc – A cidade de São Paulo sempre exerceu uma forte atração sobre o pensamento francês e, em contrapartida, os pensadores franceses tem frequentemente uma segunda vida no Brasil e, especialmente, em São Paulo.
Penso em Lévi-Strauss e tenho o sentimento de que o trabalho feito sobre Foucault e com Foucault em São Paulo faz com que, desde já, a cidade funcione como um centro de referência para as novas aplicações do filósofo.
O projeto de uma Cátedra Foucault na PUC vai nesta direção. O que está em jogo é criar novas relações entre as áreas de pensamento e intensificar as relações no interior destas áreas.
Ao se conjugar Foucault com Deleuze e Guattari, pode-se dizer que o que está em jogo é a invenção das formas do pensamento contemporâneo, reduzindo todos os rizomas vinculados a essas formas e às áreas que as abrigam. São Paulo parece participar dessa invenção.
Qual a importância dos áudios para o estudo de seu pensamento?
Acho que se deve ler os cursos como laboratórios de pensamento em ação, como estranhos mecanismos que testam hipóteses. Lá onde os livros nos dão a ilusão do traço definitivo, os cursos fazem reaparecer o pensamento no estado de esboço.
Nos cursos, nada é fixo e tudo está em movimento. Se a filosofia de Foucault é uma caixa de ferramentas a ser usada por qualquer pessoa, as ferramentas são fabricadas nesta forja que é o curso no Collège de France.
Ao lermos os cursos, nos damos conta, melhor que nos livros, da aceleração vertiginosa das hipóteses. Tão logo a hipótese da biopolítica é testada em 1976, a locomotiva se acelera e Foucault passa à hipótese da governamentalidade, que mal tem tempo de se estabilizar, pois logo se inicia o estudo sobre os gregos e sobre a hipótese do governo de si, com novas hipóteses sobre o dizer verdadeiro, a espiritualidade.
É como se nos situássemos numa locomotiva que acelerasse o pensamento, como se Foucault impusesse urgência a si próprio, a partir da qual seria pertinente tomar a palavra.
Essa tomada de posição não é isenta de riscos, testa uma hipótese que ela não hesita em rejeitar no decorrer do percurso, como no curso de 1976 “É preciso defender a sociedade”, no qual se pergunta se o poder pode ser interpretado como guerra social.
É significativo o fato de que Foucault, para explorar uma concepção não econômica do poder, se pergunte se a economia do poder reconduz à guerra e rejeite essa hipótese após uma análise genealógica que conduz, do lado do pensamento inglês do século 17, ao pensador da soberania, Thomas Hobbes, e aos historiadores ingleses da conquista.
Foucault abandona essa hipótese, mas foca na figura da guerra social e, assim fazendo, descobre a importância do tema da guerra social como modo de governar uma sociedade, tema que se ampliará para a Revolução Francesa. Esse tema encontrará novo vigor, uma vez que o inimigo será identificado a partir de seus traços biológicos, na perspectiva biopolítica.

Leia a matéria na íntegra na CULT 168.


quarta-feira, 2 de maio de 2012


Foucault estrelando em: DVD Filósofos e a Educação / Globo Ciência

Fiquei sabendo desse DVD recentemente. Comprei, ainda não recebi, por isso não tenho como avaliá-lo. Porém a principio, pela participação dos pesquisadores indicados parece ter credibilidade. No saldo, mais uma mídia a ser utilizada nos estudos foucaultianos.



SINOPSE: Michel Foucault, uma figura muito produtiva, polêmica e complexa, foi um filósofo mundialmente conhecido, com grande presença nos meios de comunicação. Com o falecimento de Sartre, em 1980, Foucault tornou-se o mais famoso intelectual francês. De sua vasta produção, podemos deslocar muitos conceitos e ideias para o campo da educação, especialmente seus textos sobre o saber e o poder. Foucault nos legou uma obra vigorosa e provocadora, fundamental àqueles que lidam com a educação. O DVD é dividido em oito momentos (“Biografia”, “Três Fases de Foucault”, “Morte do Sujeito”, “Saber”, “Ética: Cuidado de Si”, “Educação”, “Disciplinarização” e “Biopoder”) e conta com as participações especiais de Alfredo José da Veiga-Neto, Guilherme Castelo Branco e Walter Omar Kohan. Fonte: Editora Paulus


A propósito, outro dia, mudei de canal e estava passando este programa, acho que no canal Futura ou TV Escola. Não gostei muito da parte que vi. Depois achei o programa completo no youtube, ainda não tive tempo de assistir totalmente, mas fica a referência para análise.